Os ecossistemas florestais provêm alimentos, madeira para diversas finalidades, além de apresentarem uma série de benefícios ambientais, como o de redução nos riscos de erosão dos solos, a produção de água de boa qualidade para as bacias hidrográficas e o abrigo de aproximadamente 2/3 da biodiversidade terrestre conhecida. Cerca de 2/3 do território brasileiro são formados por florestas.
A floresta Amazônica, por exemplo, a maior floresta tropical do mundo, cobre 47% do território nacional e tem cerca de 50 bilhões de m 3 de madeira em uma diversidade de aproximadamente 4.000 espécies arbóreas. O Pantanal, a maior planície inundável do mundo e outros biomas, como o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, são outros ecossistemas florestais de importância. As florestas nativas brasileiras chegam a cerca de 550 milhões de hectares.
O setor florestal no Brasil apresenta um consumo de madeira de espécies nativas e plantadas que gira em torno de 300 milhões m³/ano. Gera empregos diretos e indiretos para aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerou um PIB de 21 bilhões de dólares em 1998. Há um incremento médio anual de plantio de 150.000 hectares de formações florestais, o que representa uma demanda crescente desta matéria-prima. O Brasil é ainda o maior produtor mundial de madeiras tropicais e o 5° maior produtor industrial de produtos de madeira. Esses números colocam o país em uma posição vantajosa e de respeito diante do setor florestal mundial e das condições para implantação de novas florestas. Além disso, possui a maior biodiversidade do mundo, com mais de 20% de todas as espécies do planeta. No sentido de preservação desses biomas e da biodiversidade contida neles, o reflorestamento com espécies plantadas pode ser uma saída para se evitar a pressão exercida sobre as florestas nativas.
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